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Alunos da Escola Edison realizam prova da Anatel em Macaé
20 de junho de 2008

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Com 80 anos no ramo de ensino e uma história de sucesso na formação de profissionais para o mercado de petróleo e gás, a Escola Edison trouxe, pela primeira vez, examinadores da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para Macaé.

Foi nesta sexta-feira (20 de junho), que 40 alunos do Curso de Rádio Operador da Escola passaram por uma prova aplicada pela Anatel, que tem como objetivo certificar, a nível internacional, o formando da área. Segundo o diretor da Instituição, Djalma Herbert, o exame é de grande importância para o exercício da profissão. “As empresas exigem essa carteira do rádio operador e sem ela ele não irá conseguir trabalhar neste mercado”, afirma.

Djalma ainda explica que as pessoas realizavam o curso em Macaé e tinham que se deslocar para o Rio ou Vitória para conseguir a certificação, o que gerava gastos com passagens, por exemplo. “Para garantir aos alunos o conforto e a praticidade, nós conseguimos junto à Anatel, a realização dessa prova em Macaé, o que demonstra a credibilidade que temos. Eu acredito que o percentual de aprovação desse exame ultrapassará os 95%”, frisa o diretor, informando que o resultado sairá na segunda-feira (23 de junho).

Um dos alunos do curso, Paulo Roberto da Silva Sobral, ficou muito satisfeito com a avaliação e afirma que já deixou de fazer a prova uma vez por falta de recurso financeiro. “Eu estava passando por dificuldades e não pude sair de Macaé para fazer o exame. Eu gostei dessa iniciativa da Escola e o pessoal da Anatel também foi muito receptivo”, disse.

Há quase 16 anos em Macaé, a Escola Edison já formou uma média de 800 alunos no Curso de Rádio Operador, que tem uma carga horária de 9h. Neste curso, os alunos aprendem métodos de transmissão e recepção de mensagens, realização de chamadas de socorro, entre outras práticas da profissão. “Com as novas descobertas do petróleo, tanto a área de rádio operador quanto os outros cursos que oferecemos têm se expandido muito”, comenta Djalma.

Em parceria com o Click Macaé, a instituição também oferece, no município, o Curso de Plataformista; Operador de Produção e Exploração de Petróleo e Gás; e o de Assistente de SMS. Já a próxima turma do Curso de Rádio Operador Offshore ou Onshore está com as inscrições abertas. As aulas irão começar no dia 5 de julho e as vagas são limitadas.

Com matriz no Rio de Janeiro, a instituição possui mais três filiais, além de Macaé: uma em Vitória (ES), uma em Duque de Caxias (RJ) e outra em São João de Meriti (RJ), esta que possui um laboratório de solda. A Escola Edison já formou mais de 100 mil alunos desde o início de suas atividades, na década de 20.

Fonte: Click Macaé - Marcelle Reid


Acima, foto dos proprietários da empresa Djalma Herbert e Gilmar Ferreira Martins e fotos dos alunos da escola Edson visitando uma plataforma.


OBS.: Pesquisa feita junto as empresas contratantes em Offshore já incluindo periculosidade e gratificações.

• Salário médio dos Profissionais em Petróleo e Gás;

- Rádio Operador R$2.000,00 / com inglês R$2.800,00 / com GMDSS R$3.500,00

- Plataformista R$1.800,00 a R$2.000,00

- Operador de Produção e Exploração de Petróleo e Gás R$2.500,00 a R$3.200,00

- Logística R$2.200,00 a R$2.500,00

- Refino R$2.200,00 a R$2.500,00

- Assistente de SMS R$2.300,00 a R$2.600,00

- Segurança no Trabalho R$2.600,00 a R$2.800,00

- Comissário de Bordo (Hotelário Offshore) R$2.500,00 a R$3.000,00

- Recepcionista de Plataforma R$1.000,00 a R$1.200,00

- Taifeiro R$1.200,00 a R$1.500,00

- Saloneiro R$1.000,00 a R$1.200,00

- Instrumentação Industrial (Instrumentista) R$2.000,00 a R$2.500,00

- NR10 (Eletricidade) R$1.100,00 a R$2.600,00

- Torrista R$3.000,00 a 3.300,00

- Movimentação de Carga / Operador de Guindaste R$1.300,00 a R$1.700,00

- Inglês Técnico Offshore (Interprete ou Instrutor) R$1.800,00 a R$2.500,00

- Soldador MIG MAG R$1.500,00 aR$ 2.200,00

- Soldador TIG R$1.900,00 a R$2.500,00

- Inspetor de Solda R$1.800,00 a R$2.200,00

- Caldeiraria R$1.100,00 a R$1.300,00

- Maçariqueiro R$900,00 a R$1.100,00


 
 

• Petróleo vai gerar mais de 70 mil empregos;

Clarisse Werneck

O setor de petróleo e gás é um dos motores do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado pelo governo. Os investimentos nessa área devem ser na faixa dos US$ 110 bilhões e há previsão de que surjam mais de 70 mil novos postos de trabalho nos próximos dois anos. No entanto, as empresas que atuam no setor, vêm encontrado grande dificuldade para encontrar mão-de-obra qualificada.

Até 2011 a expectativa é de que os investimentos cheguem a US$ 100 bilhões. O setor petrolífero necessita de profissionais qualificados nas áreas de construção civil, do soldador ao engenheiro, geólogos, químicos e operadores de plataformas e sondas ou marítimos. No Rio de Janeiro, o curso mais procurado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi o de Engenharia de Petróleo, com 28 candidatos por vaga.

De acordo com o coordenador da área de Petróleo e Gás do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) do Rio de Janeiro, Jorge Bruno, as vagas criadas nos próximos anos ultrapassarão as 70 mil. Porém, ele acredita que o Brasil não vai conseguir suprir essa demanda de mão-de-obra qualificada.

– As empresas de petróleo, quando têm dificuldade no próprio país onde atuam, acabam trazendo mão-de-obra do exterior. É o que está acontecendo aqui no Brasil. Muitos trabalhadores vêm de fora para ocupar as vagas porque não há brasileiros aptos para tal.


Bruno, que foi funcionário da Petrobras durante 17 anos, explica que o problema da qualificação de mão-de-obra está acontecendo porque, durante muito tempo, apenas a Petrobras monopolizava esse mercado. A empresa formava mão-de-obra, mas essa era absorvida apenas por ela mesma. Porém, em 1997, esse monopólio foi quebrado e as empresas estrangeiras começaram a chegar.

– Em 2000, a Onip fez uma pesquisa e viu que o Brasil não teria como suprir as necessidades de mão-de-obra do mercado nos próximos dez anos. Então promoveu uma reunião com universidades e escolas para pedir que investissem em cursos nessa área – explica.

Curso com qualidade

Mas Bruno faz um alerta para as pessoas que quiserem investir em uma formação nessa área, pois, como as oportunidades são muitas, existem cursos de níveis diferentes.

– Existem cursos que colocam pessoas sem experiência para dar aulas, que nunca estiveram em uma plataforma. O problema é que esse é um setor de alta periculosidade. O risco de acidentes é muito grande, uma má formação coloca várias vidas em risco – adverte.

As dicas de Bruno para as pessoas que querem investir em uma formação nesse setor são: escolher muito bem a instituição de ensino, analisar o currículo dos membros do corpo docente (professores) e investir no inglês, que segundo ele, é a língua oficial do setor de petróleo.

– Disponibilidade também é boa, pois muitos trabalhadores vão para o exterior. Hoje existem outras 35 empresas atuando no Brasil, além da Petrobras. Algumas são 10 vezes maiores que a companhia brasileira, então, quando encontram um profissional de qualidade, muitas vezes querem levá-lo para fazer cursos ou atuar em outros países.


Fonte: Folha Universal (Clarisse Werneck)

 

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- Logística R$2.200,00 a R$2.500,00

- Refino R$2.200,00 a R$2.500,00


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